domingo, 9 de setembro de 2012

191. UM DIVÃ PARA DOIS, de David Frankel


Meryl Streep e Tommy Lee Jones constroem o típico casal de meia idade em um filme original e prá lá de agradável.
Nota: 8,8


Título Original: Hope Springs
Direção: David Frankel
Elenco: Meryl Streep, Tommy Lee Jones, Steve Carell, Jean Smart, Bem Rappaport, Marin Ireland, Patch Darragh, Brett Rice
Produção: Todd Black, Guymon Cassady
Roteiro: Vanessa Taylor
Ano: 2012
Duração: 100 min.
Gênero: Comédia Romântica

Kay e Arnold acabam de completar 33 anos de casados, sim, definitivamente, isso é muito tempo, entretanto, o relacionamento dos dois vai de mal a pior há quase cinco anos. Enquanto Arnold trabalha em uma empresa, Kay cuida da casa e da loja que tem com uma amiga, os dois já não dormem mais juntos, não fazem sexo e nem as caricias do dia-a-dia eles trocam. Para tentar reverter essa situação, Kay resolve comprar sessões de terapia de casal com um famoso terapeuta.


Basta dizer que David Frankel dirigiu as séries “Sex And The City” (2001-2003) e “Entourage” (2004) e os filmes “O Diabo Veste Prada” (2006) e “Marley & Eu” (2008) para saber que o diretor tem alguma experiência em dirigir comédias. Provavelmente, sua aparente facilidade de fazer esse gênero, deva-se ao seu incrível timing para os enredos e a escolha dos intérpretes. Seu trabalho, portanto, é algo divertido e extremamente original, a diferença do que ele faz aqui é que, ao contrário de seus outros trabalhos, o filme é sobre duas pessoas acima dos 60 anos que desejam voltar a ter uma vida apaixonada e feliz. Como sempre aponto, quando escrevo sobre esse estilo de comédia romântica (onde os velhos são os protagonistas, e não meros coadjuvantes), o trunfo aqui é a exata experiência de vida que as personagens tem, digo, ao contrário das comédias sobre adolescentes, os protagonistas realmente sabem o que significa amor e conhecem bem as reais dificuldades da vida. A única coisa que tenho a dizer sobre a roteirista Vanessa Taylor é que ela é produtora da fantástica série “Game of Thrones” (2012) e que a trilha sonora de Theodore Shaphiro pode não ser nada genial, mas é bem divertida e ele acerta nas músicas para cada cena.


Que química e que agradável surpresa assistir a Meryl Streep e Tommy Lee Jones vivendo um casal do cinema, e que construção impressionante a desse casal. Tommy Lee Jones é, provavelmente, o ator mais carismático do Texas, aqui seu trabalho é feito com uma perfeição fantástica: ele é o retrato mais óbvio do homem de meia idade, sem dar muito valor a mulher incrível que tem, é um pouco grosso e aparenta ser extremamente amargo, entretanto, o único problema que o homem possui é o fato de ser totalmente incapaz de expressar seus sentimentos. Ao pé que anda a carreira de Streep, é dispensável apresentá-la, mas basta dizer que foi três vezes vencedora do Oscar (incluindo esse ano pela sua interpretação memorável em “A Dama de Ferro” [2012]), de 17 indicações, apesar de toda sua excelência, Meryl tornou-se popular mesmo entre todas as idades somente em “O Diabo Veste Prada” e, a partir daí, contra todos os credos da indústria cinematográfica, vem vivenciando o auge de sua carreira, com 63 anos, a atriz vive a protagonista desse filme, e nos faz lembrar duas coisas: uma, mesmo os mais velhos amam e querem ser amados, a outra, sendo Meryl, ela será sempre perfeita e não há papel que a possa intimidar, afinal, que outra atriz com mais de 50 anos poderia fazer sexo no cinema sem ser ridícula, pra não falar na cena da banana, na qual a triz diz simplesmente tudo apenas com um olhar pervertido? Além disso, após a editora de uma revista de moda, a poderosa chefe da CIA, uma jornalista, a dona de um hotel na Grécia, uma freira, uma cozinheira e ninguém mais, ninguém menos que a poderosa primeira-ministra do Reino Unido, Margaret Thatcher, é maravilhoso ver Meryl vivendo uma simples e comum dona de casa.


Ao contrário do que vemos ano após ano, essa a experiência vivenciada pelo casal no filme não será apenas uma semana repleta de risadas para o público, e sim a prova de que qualquer ser humano é capaz de amar e merece ser amado, independente de cor, sexo ou idade. Em uma das cenas mais tocantes que lembro ter assistido nos últimos anos, ao menos no quesito casal de comédia romântica, após anos sem dormir juntos, os protagonistas fazem uma tentativa, o resultado: acordam abraçados, e Streep, como somente ela poderia fazer, sorri e provoca soluços e incontáveis “ownts” nas salas de cinema, masi uamvez, ela toma conta do filme apenas com seu olhar mais sincero. Simplesmente único.


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192. THE UGLY DUCKLING, de Jack Cutting e Hamilton Luske

O desfecho da “Silly Symphony” não poderia ser mais perfeito.
Nota: DEZ


Direção: Jack Cutting Hamilton Luske
Produção: Walt Disney
Roteiro: George Stallings
Ano: 1939
Duração: 9 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Drama

CONFIRA O CURTA:


A Mamãe Pata e o Papai Pato já estão aflitos com a espera pelos filhotes. Após um tempo, os ovos finalmente revelam os lindos patinhos amarelinhos que chegaram para alegrar a família, entretanto, de um dos ovos nasceu o Patinho Feio, diferente dos demais, ele é branco e imite sons totalmente estranhos. Afastado de sua família, o pequeno e indefeso animalzinho terá de se virar para encontrar um novo lar.


Para o desfecho da “Silly Symphony” contamos com dois excelentes diretores: Jack Cuttin, do curta “Farmyard Symphony” e “Donald Duck and his Companions”; e Hamilton Luske, vencedor do Oscar e diretor de clássicos como “Pinóquio” (1940), “Cinderela” (1950), “Alice no País das Maravilhas” (1951), “A Dama e o Vagabundo” (1955) e “101 Dálmatas” (1961). Após dez anos de curtas metragens da coletânea, onde começamos com o preto e branco e mundo, passamos pela evolução do colorido e chegamos no colorido com falas, finalmente vemos o desfecho dessa obra, e nada melhor que um clássico da literatura infantil para fechar com chave de ouro. Aqui temos a perfeição em termos técnicos e um roteiro maravilhoso, o que vemos aqui é o que será visto pelos próximos cinquenta anos em termos de animação para o cinema (na década de 1990 se dará início a animação em computação gráfica, o que fará esse gênero perder boa parte de sua originalidade e beleza, restando a poucos filme a arte do desenho a mão). A trilha sonora é uma personagem a parte no filme, aliás, apesar de toda a evolução, o filme é mudo, sendo a melhor trilha de toda a coletânea.


A “Silly Symphony” foi criada por Walt Disney com o propósito fundamental de testas técnicas para o aperfeiçoamento do cinema de animação, entretanto, durante o desenvolvimento dos 75 filmes que compõe a coletânea, cada uma das histórias passou a se tornar um clássico e a série virou referência no mundo todo. Seu título significa, em uma tradução livre, “Sinfonia Ingênua”, não é preciso dizer que, alguns desse curtas, passaram longe da ingenuidade, mas não é o caso de “O Patinho Feio”. O filme, bem como a personagem central da trama, é puro, alegre e tocante, assistir às dificuldades enfrentadas pelo protagonista nos remetem a dezenas de dificuldades que nós mesmos precisamos enfrentar, afinal, pelo motivo que seja, em qualquer momento de nossas vidas, todos nos sentiremos abandonados e tristes como a patinho feio, mas a boa notícia, é que sempre teremos alguém ao nosso lado pra nos alegrar e nos trazer a beleza de viver.


E chegamos ao final dessa homenagem à fantástica coletânea que é a "Silly Symphony", espero que tenham gostando, na semana que vem, volto com mais críticas de longa metragem.



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193. THE PRATICAL PIG, de Dick Rickard

Chega a ser inaceitável como a história dos três porquinhos e do Lobo Mau nunca cansa.
Nota: 9,8


Direção e Roteiro: Dick Rickard
Elenco (vozes): Tommy Wiggins, Mary Moder, Betty bruce, Tom Buchanan, Ralph Hansel, Donald Kearin, Dick Holland e Leone Ledoux
Produção: Walt Disney
Ano: 1939
Duração:
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia


CONFIRA O CURTA:


Enquanto o irmão mais velho continua trabalhando em seus projetos para enfrentar o Lobo Mau, os irmãos mais novos decidem tomar banho no rio. Claro que, como de costume, eles serão pegos pelo Lobo e levados para seu esconderijo. O Lobo os deixará com seus filhotes e tentará pegar o outro porquinho, para, dessa forma, assar todos e fazer um banquete.


Esse é o primeiro e único filme da “Silly Symphony” (para saber mais sobre a coletânea, leia as críticas anteriores do blog) dirigido por Dick Rickard, aliás, além desse, seu único trabalho como diretor foi “Ferdinando, o Touro” (1938), além dos roteiros de “The Country Cousin” (1936), “The Old Mill” (1937), “Branca de Neve e os Sete Anões” (1937) e “Mother Goose Goes Hollywood” (1938). O que temos nesse filme não difere muito do visto nas outras histórias que envolviam o Lobo Mau como vilão: os irmãos mais novos continuam a serem dois patetas que nunca tomam cuidado com o perigo, o irmão mais velho está sempre aprontando alguma coisa para o lobo (dessa vez uma máquina da verdade), e o Lobo está, mais uma vez, atrás dos porquinhos como se não tivesse outro animal para ele caçar na floresta. A novidade é conferir que os filhos do Lobo Mau estão se tornando tão idiotas quanto o pai, a ponto de deixarem os porquinhos escaparem segundos antes de colocá-los no forno.


Mais uma vez temos as lições básicas a serem aprendidas com os porcos e o Lobo Mau: não fale com estranhos, não ande sozinho, não aceite nada de estranhos. Entretanto, a chegada da tal máquina da verdade nos faz lembrar que além de todos os cuidados a serem tomados, não devemos contar mentiras, afinal, uma hora ou outra, elas serão descobertas. Antes de finalizar as críticas da “Silly Symphony” preciso dizer que acho excelente a idéia das “fotos” dos pais, tios e outros parentes que o porquinho mais velho guarda em sua casa.



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194. MERBABIES, de Rudolph Ising


Inocência e pureza poucas vezes foram tão bem vindas.
Nota: 9,7


Direção: Rudolph Ising
Produção: Walt Disney
Roteiro: Pinto Colvig, Jonathan Caldwell e Maurice Day
Ano: 1938
Duração: 8 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia

CONFIRA O CURTA:


No mar, as “sereias bebês” vivem suas vidas com muita diversão e alegria. Em meio a tudo isso, sua existência no oceano é comparada a um grande circo: os polvos são os elefantes, cavalos-marinhos, obviamente, cavalos, peixes são touros, baleias são leões, enguias são arcos, e o caracol do mar é um simpático cachorrinho. Além disso, são os animais que imitem uma quantidade inúmera dos sons que auxiliam nas apresentações dessa turma pra lá de agradável.


Dessa vez o diretor do curta metragem ainda não esteve entre os diretores dos filmes que foram publicados até agora no blog, mas o fato é que Rudolph Ising foi o responsável por um dos melhores filmes, tecnicamente falando da “Silly Symphony” (a coletânea idealizada por Walt Disney está sendo homenageada pelos seus 83 anos, para saber mais, acesse as postagens anteriores do blog). Isso, se deve, provavelmente, ao fato de existirem incontáveis personagens (tanto as com características humanas, quanto as com características animais) e por todas as cores utilizadas durante toda a trama. Vale lembrar que Ising teve quase 100 títulos em seu currículo, sendo que quase todos foram curtas metragens. Outro ponto forte é a trilha sonora de Scott Bradley, que compôs para mais de 270 títulos, assim como o diretor, em sua maioria curtas. Um detalhe importante sobre o fato de ele compor quase que somente para curtas é que, tradicionalmente, curtas possuem música em toda sua duração, já grandes filmes de longa metragem, com mais 100 minutos, costumam ter menos de 50 minutos de trilha sonora.


É bom deixar bem claro que “Merbabies” é um neologismo a partir das palavras “mermaid” (do inglês, sereia) e “babies” (também do inglês, bebês), logo, a tradução livre para o título do filme seria “Sereias Bebês”. Apesar da fama que sempre se atribui às sereias como seres provocantes e de uma beleza estonteante, “Merbabies” está bem longe da indecência e é, ao lado de “Water Babies” (1935), o filme mais ingênuo dessas “Silly Symphonys”.

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195. THE OLD MILL, de Wilfred Jackson e Graham Heid


Uma das melhores produções já realizadas pela Disney.
Nota: DEZ


Direção: Wilfred Jackson e Grahm Heid
Elenco (vozes): Louise Myers, Jean MacMurray, Jerry Phillips, Marie Arbuckle, Marie ?Nielsen e Barbara Whitson
Produção: Walt Disney
Roteiro: Dick Rickard
Ano: 1937
Duração: 9 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Drama

CONFIRA O CURTA:


Um velho moinho e suas redondezas têm, por finalidade, abrigar as mais variadas espécies de animais, cada um sobrevivendo da forma como pode: vacas, patos, passarinhos, ratos, corujas, pombos, morcegos, sapos, grilos e vaga-lumes. Entretanto, em uma noite chuvosa e com muito vento, parece que tudo estará perdido para esses animais. E realmente, estaria, se não fosse pela segurança que o moinho lhes oferece.


Em um ano épico para a “Silly Symphony” (para saber mais sobre a coletânea de filmes curtas metragem idealizada por Walt Disney para testar as técnicas em filme de animação, acesse as últimas postagens do blog, que, nesse mês, homenageia a série que está completando 83 anos), Wilfred Jackson e Graham Heid, realizam esse filme simplesmente perfeito. A importância do ano não se deve, na realidade, a realização de qualquer um dos curtas da coletânea, e sim pelo fato de que, finalmente, todos esses testes realizados nos mais de sessenta filmes já produzidos terem sido colocados em prática e mostrados ao público no primeiro longa metragem da história do cinema: “Branca de Neve e os Sete Anões”. Mas voltando ao moinho, o que Jackson e Heid fazem aqui é simplesmente magnífico, afinal, vemos a vida, as aflições e as preocupações de todas as personagens acerca da tempestade que assola a região em que vivem, em contraponto temos o moinho, que protege todos a sua volta. Vale destacar que a produção é muda, coisa que já se tornava rara na época. Outro aspecto a ser levado em conta é que a trilha sonora do filme que é composta por Leigh Harline, responsável por filmes como “Branca de Neve e os Sete Anões”, “Pinóquio” (1940), “Ídolo, Amante e Heroi” (1942), “Original Pecado” (1943), “O Solteirão Cobiçado” (1947), “Os Homens Preferem as Loiras” (1953), “A Raposa do Mar” (1957), além de outros vários títulos da “Silly Symphony”.


A semelhança que “O Velho Moinho” possuí com o naturalismo brasileiro vai bem além de o título do livro ser um lugar da história. O moinho é, simplesmente, a personagem principal do enredo, sendo de extrema importância não só para os animais que ali vivem por ser um abrigo, mas por oferecer a oportunidade de convivência entre seres de espécies totalmente diferentes. É daí que sai a genialidade desse filme, tornando-o, sem sombra de dúvida alguma, o melhor curta metragem já realizado pela Disney, e uma de suas melhores realizações em todos os sentidos.



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196. LITTLE HIAWATHA, de Dave Hand


Aproveitando a linha sustentável em que vivemos hoje, nada melhor que um índio disposto a ajudar a natureza.
Nota: 9,7


Direção: Dave Hand
Elenco (vozes): Gayne Whitman, Sally Noble, Mary Rosetti e Millie Walters
Produção: Walt Disney
Roteiro: Merrill de Maris, Charles Couch e George Stallings
Ano: 1937
Duração: 8 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia / Aventura

CONFIRA O CURTA:


O jovem índio da tribo Hiawatha está navegando pelo rio, em seu caminho encontra alguns obstáculos como cachoeiras e redemoinhos. Ao chegar a margem do rio, ele desce atrapalhadamente, de seu bote e inicia sua caçada, entretanto, para o jovem guerreiro, não é fácil matar um animal. Quando ele finalmente desiste de machucar algum bicho, ele é surpreendido por um urso, e somente a floresta poderá ajudar seu novo amigo.


A “Silly Symphony” tinha como objetivo testar novas técnicas da animação, mas mais que isso: almejava trazer às crianças uma nova forma de conscientização sobre alguns valores da vida. Em “O Pequeno Hiawatha”, vemos os dois papeis da coletânea muito bem cumpridos, por um lado temos a excelência de Hand, um dos maiores precursores da animação no cinema, quanto a caracterização das personagens e a adaptação da animação para feições e trejeitos humanos e animais (nesse contexto já podemos ver as semelhanças entre o curta e longas como “Branca de Neve e os Sete Anões” (1937) e “Bambi” (1942)); além disso, fica bem claro como o herói da história não consegue matar os animais e como ele se torna amigo dos mesmos, o que já aponta para todo esse momento da busca por uma vida sustentável e que agrida menos a natureza.


Do ponto de vista cinematográfico, o filme é mais um marco para a evolução e o melhoramento do campo da animação. Apesar de parecer apenas uma história simpática e bonitinha sobre um indiozinho que se torna amigo dos animaizinhos, “O Pequeno Hiawatha” vai bem além disso, ele demonstra o quanto é importante o ser humano e a natureza viverem em harmonia constante, para, dessa forma, sobrevivermos em um mundo cada vez mais exigente de nossa conscientização.



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197. TOBY TORTOISE RETURNS, de Wilfred Jackson


Sem muitas diferenças do primeiro filme, é convincente.
Nota: 8,0


Direção: Wilfred Jackson
Elenco: Ned Norton, Eddie Holden, Martha Wentworth, Alice Ardell, Leone Ledoux e Marcellite Garner
Produção: Walt Disney
Roteiro: Bill Cottrell, Joe Grant, Bob Kuwahara e Ward Kimball
Ano: 1936
Duração: 9 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia

CONFIRA O CURTA:


Um ano atrás a Lebre Max perdeu a histórica corrida contra a tartaruga Toby, agora, ambas voltam em mais uma disputa épica. Max e Toby irão se enfrentar no ringue e ver qual dos dois é mesmo o melhor. O problema para Max, e a solução para Toby, é que a lebre jamais deixará seu narcisismo de lado, e a sorte jamais abandonará a tartaruga.


A partir de agora, estamos em uma contagem regressiva para o término dos 75 filmes que compõe a “Silly Symphony” (para saber mais sobre a coletânea idealizada por Walt Disney, acesse as postagens anteriores do blog, que, esse mês, homenageia essa série inesquecível), dessa forma, além desse filme, Wilfred Jackson, que acompanhou tudo desde o início, dirigiu apenas mais cinco filmes da série. Em “O Retorno da Tartaruga Toby”, ele nos traz praticamente a mesma coisa que vimos no filme anterior, que abordava a corrida dos animais, mas agora, vemos algumas personagens de outras histórias (como os três porquinhos e o elefante Elmer) e o clima é um pouco mais tenso pela disputa estar centrada em uma luta.


Da mesma forma que vemos Max, a lebre, como um ser repugnante no outro filme, e temos pena e torcemos por Toby, a tartaruga, acontece nesse filme, mais uma vez tudo ocorre de forma bem boba e utópica, mas a união de várias personagens conhecidas por todas e a qualidade em animação que somente da Disney possuí, fazem esse filme valer cada minuto.



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198. THREE LITTLE WOLVES, de Dave Hand

Mais um filme genial envolvendos os três porquinhos.
Nota: 9,4


Direção: Dave Hand
Elenco (vozes): Alice Ardell, Billy Bletcher, Pinto Conving e Leone Ledoux
Produção: Walt Disney
Roteiro: Bill Cottrell, Joe Grant e Bob Kuwahara
Ano: 1936
Duração: 9 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia

CONFIRA O CURTA:


Após o Lobo Mau ser humilhado nas sequências “Three Little Pigs” e “Big Bad Wolf”, ele resolve ensinar a seus filhos o quanto porcos podem ser deliciosos. Após diversas aulas sobre as partes mais suculentas dos suínos, é a vez de seus filhos ajudarem-no a capturar os animais. Claro que o porquinho mais velho está trabalhando e construindo algo para derrotar o Lobo, mas os outros dois estão apenas aprontando, dentre suas brincadeiras, eles satirizam o irmão mais velho tocando o alarme contra lobos. Entretanto, quando o Lobo realmente aparece, o irmão mais velho não acredita nos irmãos mais novos e agora os dois estão correndo grande perigo.


Não podemos deixar de ver as claras semelhanças com o conto “The Boy Who Cried Wolf”, no Brasil conhecido como “O Pastorzinho e o Lobo”. Na história, o menino vive alertando a aldeia quanto a um lobo, mas toda vez que alguém vai ajudá-lo, não há lobo algum, apenas o menino dando gargalhadas, em um dado momento do conto, o lobo chega de verdade, ninguém ajuda o menino, e o rapaz perde todas as ovelhas, que são devoradas pelo animal. Na adaptação feita por Dave Hand para a “Silly Symphony” (para saber mais sobre a coletânea criada por Walt Disney que está completando 83 anos, acesse as últimas postagens do blog), os porquinhos acabam sendo capturados e levados para a caverna do Lobo Mau, claro que o irmão mais velho chegará a tempo e salvará os outros dois, isso tudo, graças a estupidez do Lobo. Vale destacar uma participação prá lá de presente em toda a “Silly Symphony”, o principal dublador é Billy Bletcher, que trabalhou em mais de 400 títulos como ator, dentre séries, filmes para televisão, longas e curta metragens.


“Os Três Lobinhos” é uma clara alusão ao título mais conhecido da “Silly Symphony”, “Os Três Porquinhos”. Mais uma vez verificamos o quanto o Lobo Mau tenta ser maléfico, e o quanto ele consegue ser idiota, aqui, ainda por cima, seus próprios filhos o satirizam cantando o inesquecível refrão, “Quem tem medo do Lobo Mau”. Dentre todas as histórias da coletânea, entretanto, devo confessar que essas três que envolvem os irmãos porcos acabam sendo as mais divertidas e, seguramente, as que mais arrancarão risadas das crianças.



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199. THE THREE BLIND MOUSEKETEERS, de Dave Hand

Tão divertido quanto a história original.
Nota: 9,2


Direção: Dave Hand
Elenco (vozes): Billy Bletcher
Produção: Walt Disney
Roteiro: Webb Smith, Merrill de AMris e Otto Englander
Ano: 1936
Duração: 8 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia

CONFIRA O CURTA:


Três ratos mosqueteiros vivem na tal política de um por todos e todos por um, possuem espadas e são totalmente destemidos, entretanto, são cegos. Claro que para acabar com a felicidade do trio, existe um vilão. Aqui é o Capitão Gato, que deseja, a qualquer custo, matar cada um dos ratos. Para isso, arma várias armadilhas para ver se algum dos três cairá em seu plano maligno.


A “Silly Symphony” foi criada por Walt Disney com o intuito de testar novas técnicas para o cinema de animação, além disso, tinha por objetivo adaptar as mais inúmeras histórias que foram contadas às crianças ano após ano. “Os Três Ratos Mosqueteiros Cegos” é uma adaptação ótima que nos faz lembrar bem a história ouvida por grande parte das crianças sobre os três mosqueteiros franceses. No filme, entretanto, temos os três como seres um pouco contraditórios, afinal, enquanto cantam, se divertem e tudo está bem, eles estão totalmente unidos, mas quando a coisa fica séria confessam que agora é cada um por si e que se salve quem puder. Confesso que outra coisa que me intriga no filme é esse suposto fato de eles serem cegos ou não, apesar de ter assistido ao filme incontáveis vezes, até hoje não posso dizer com certeza se eles são cegos ou se fazem de cegos.


Não importa a verdade sobre os três ratinhos, o que interessa é que Dave Hand provou mais uma vez que os testes feitos pela “Silly Symphony” dão cada vez mais certos e vemos, cada vez mais, as melhorias em cada uma das produções. Apesar de cada um dos pequenos resolver que, na hora do aperto, cada um se virará como pode, o filme nos revela, em seu desfecho que, somente unidos eles podem vencer o mal, e se essa não é uma ótima lição para as crianças, realmente já não sei mais o que se espera de um filme de animação.


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