domingo, 29 de julho de 2012

236. TROPA DE ELITE 2 – O INIMIGO AGORA É OUTRO, de José Padilha

Nenhum filme faz uma crítica tão propícia à bandidagem que os brasileiros são obrigados a presenciar de forma tão inteligente quanto esse.
Nota: 9,6



Título Original: Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora e Outro
Direção: José Padilha
Elenco: Wagner Moura, Irandhir Santos, André Ramiro, Milhem Cortaz, Maria Ribeiro, Seu Jorge, Sandro Rocha, Tainá Müller, André Mattos, Pedro Van-Held, Adriano Garib, Julio Adrião, Emílio Orciollo Neto, Rodrigo Candelot, Fabrício Boliveira, Marcello Gonçalves
Produção: José Padilha, Marcos Prado
Roteiro: Bráulio Mantovani, José Padilha e Rodrigo Pimentel
Ano: 2010
Duração: 115 min.
Gênero: Drama / Thriller / Ação


Só pra curiosidade, o pôster da versão americana do filme.
Após alguns incidentes envolvendo bandidos no presido de Bangu, o BOPE e um militante dos direitos humanos, o até então Capitão Nascimento se torna, a partir desse filme, o Tenente-Coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro e Subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Como tal, sua obrigação é a de monitorar todos os grampos telefônicos existentes no estado. No entanto o problema não se concentrará apenas nas descobertas de Nascimento a respeito do sistema, além dos problemas com o filho, o definitivo herói terá de encarar a realidade de que todos que ama e tudo o que preza estão em perigo, e é aí que a coisa se tornará pessoal.



Esse filme não é apenas uma simples denúncia à corrupção que ocorre no estado do Rio de Janeiro, ele abrange o país todo e critica dezenas de problemas de que o povo brasileiro não faz ideia ou tem coragem de confrontar. Durante a trama vemos cenas que, apesar de absurdas, são comuns em nosso país: em diversos momentos, bandidos conversam naturalmente com políticos, cada um exigindo os favores mais inacreditáveis; as favelas são palcos de literais chacinas em verdadeiras guerras travadas entre polícias e bandidos, o difícil é destingir uns dos outros; a falta de escrúpulos dos políticos em tratarem a população apenas como eleitores e se preocuparem apenas com seus futuros em suas carreiras; policiais deixando de ser policiais para virarem apenas bandidos, alguns nem deixando a nobre profissão de lado; a incessante batalha entre políticos e mídia, essa última tendo milhares de cartas nas mangas, mas recusando-se a utilizá-las, por medo, precaução, ou negociação; e ainda um momento muito particular em que dois bandidos queimam corpos de vítimas e retiram seus dentes para garantir que ninguém os identifique. Ainda podemos conferir momentos mais íntimos da vida de Nascimento, como os problemas advindos da relação com seu filho, sua ex-esposa e o atual marido dela que, por sinal, é o tal militante dos direitos humanos que vai totalmente contra as políticas do BOPE.



“Mesmo assim, o sistema continua de pé. O sistema entrega a mão para salvar o braço. O sistema se reorganiza, articula novos interesses. Cria novas lideranças. Enquanto condições de existência do sistema estiverem aí, ele vai resistir. Agora me responde uma coisa, quem você acha que sustenta tudo isso? É, e custa caro, muito caro. O sistema é muito maior do que eu pensava. Não é a toa que os traficantes, os policiais e os milicianos matam tanta gente nas favelas, não é a toa que existem tantas favelas. Não é a toa que acontece tanto escândalo em Brasília que entra Governo, sai Governo e a corrupção continua. Pra mudar as coisas vai demorar muito tempo, o sistema é foda. Ainda vai morrer muito inocente.”
Palavras do Capitão Nascimento



José Padilha, diretor dos documentários “Ônibus 147” (2002), “Brazil’s Vanishing Cowboys” (2003), “ Garapa” (2009) e “Secrets of the Tripe” (2010) e do primeiro “Tropa de Elite” (2007), é roteirista, produtor e diretor desse filme. Particularmente não gostei muito do primeiro, não que ele seja mal feito, apenas não faz parte do estilo de filmes que costumo gostar, como um todo ambos tem qualidade e nos dois Wagner Moura é um assombro como Roberto Nascimento, mas o trabalho realizado por todos nesse segundo filme é maravilhoso. Como diretor, Padilha é perfeito mesmo utilizando câmera de mão em vários momentos, durante o filme temos excelentes escolhas de ângulos e apenas vemos cenas clichês quando realmente necessário, tornando-as sequências muito bem-vindas. Além de Padilha, o roteiro é assinado por Rodrigo Pimentel, que escreveu o primeiro também, e Bráulio Mantovani, de “Cidade de Deus” (2002), “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” (2006) e “Tropa de Elite”; durante todo o enredo a história permanece eletrizante e nada confusa, além disso, eles optaram pela narração em off da personagem principal, o que enriqueceu e glorificou todo o filme. Pedro Brofman, também do primeiro filme, é o compositor da trilha sonora fantástica que ouvimos o tempo todo, como um bom brasileiro, ele mistura diversos estilos, como rock, pop, funk, MPB, RAP, samba, e até música orquestrada.



Wagner Moura iniciou sua carreira apenas em 1999, mas desde então já demonstrou ser um dos melhores atores da atualidade brasileira, Moura é simples e convence em cada um de seus papéis, provavelmente nenhum trouxe tanto prestígio e admiração quanto sua representação de Roberto Nascimento. Desde o primeiro filme, ele se tornou adorado por público e crítica, pessoalmente, admiro seu trabalho principalmente após a novela “Paraíso Tropical” (2007); seu trabalho como protagonista no segundo filme é fantástico, ele consegue demonstrar de forma perfeita os relacionamentos com o filho, a ex e o atual da ex, se mostra firme e bem resolvido em suas decisões, mas jamais deixa de ser um pai, bem como nunca perde a essência de outrora, quando foi o inigualável Capitão nascimento. Além dele, temos no elenco ainda nomes fortes, como a volta de André Ramiro, como o agora Capitão André Matias; seu personagem se revolta com tudo o que acontece e resolve colocar a boca no mundo, mas nada ocorre como o planejado. Volta também a atriz Maria Ribeiro, que interpreta Rosane, a ex-mulher de Nascimento, a típica ex-mulher que, apesar de respeitar o ex-marido, o julga por tudo o que ele faz e o afasta do filho. Ainda temos Sandro Rocha e Milhem Cortaz, aqui ambos fazem a vez dos policiais corruptos que não ligam para o povo e só se preocupam com o próprio bem e com a conta bancária. De novo, a participação excelente do conhecido cantor Seu Jorge, que vive o bandido Beirada com uma realidade assustadora; Tainá Müller, a jornalista Clara (particularmente, acho essa atriz ótima); Irandhir Santos, o militarista que defende os direitos humanos; e, por fim, André Mattos, como o apresentador Fortunato, e não há outra definição senão dizer que o papel caiu como uma luva no ator; ele é nojento e repugnante, de uma forma inexplicável.


         

Apesar de o filme ter feito sucesso no mundo todo, por um lado foi elogiado por toda a crítica e os sites mais bem conceituados referentes à sétima arte terem dado notas altíssimas para ele, a trama não agradou muitas premiações e, injustamente, ficou fora do Oscar de melhor filme estrangeiro. No entanto, a qualidade dos filmes não é medida por quantos prêmios venceu ou deixou de vencer, claro que se pode ter uma ideia por essa perspectiva, mas o número de injustiçados costuma ser bem maior que os que realmente mereciam. Apesar dessa rejeição de prêmios e de o primeiro filme ser bem menos agradável e de qualidade inferior, o fato é que esse filme é tão foda quanto o sistema que a personagem principal combate incansavelmente, afinal, assim como ocorreu comigo e com milhares de pessoas, “Tropa de Elite, osso duro de roer, pega um, pega geral, também vai pegar você”.

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237. O CIRCO, de Charles Chaplin


Se Chaplin ditasse nosso futuro e comandasse o futuro do mundo sem ninguém para atrapalhar, a vida valeria realmente a pena e seria muito mais aproveitada.
Nota: 9,2


Título Original: the Circus
Direção, Roteiro e Produção: Charles Chaplin
Elenco: Charles Chaplin, Merna Kennedy, Al Ernest Garcia, Harry Crocker, George Davis, Henry Bergman, Tiny Sandford, John Rand, Steve Murphy, Albert Austin
Ano: 1928
Duração: 71 min.
Gênero: Comédia

Dessa vez Chaplin nos presenteia com a história de um literal vagabundo que acaba se envolvendo em problemas por conta de um ladrão e se torna fugitivo da polícia. Em meio a sua fuga ele acaba atrapalhando a apresentação de um circo falido, e não é que toda essa trapalhada resulta em muita diversão e risadas do público? Mas mesmo nos filmes feitos há quase cem anos atrás, é obrigado termos alguma mocinha correndo perigo e precisando do auxílio do protagonista, aqui é a jovem filha do dono do circo, que sofre com as exigências do pai. Entretanto, a chegada do herói sempre muda a vida de todos, e aqui não será diferente.


Charles Chaplin foi responsável por, no mínimo, uma dezena de grandes filmes da história do cinema. Pode não ser o primeiro homem a encarar seriamente a sétima arte, mas, sem dúvida, foi um dos homens que mais influenciou a humanidade a correr até as salas de cinema em busca de diversão, distração e da realização de sonhos. Bem como em todos os seus outros filmes, nesse o diretor, roteirista e produtor nos proporciona uma história engraçada que nos diverte do início ao fim. Suas escolhas são sempre muito bem-vindas, as cenas são amplas e, apesar de o filme ser em preto e branco, vemos toda a cor e a vitalidade dos circos apenas por suas trapalhadas e pelas tentativas de todos em fazer tudo dar certo. Além de tudo, Chaplin ainda compunha para seus filmes e, sempre, de forma muito agradável, nesse vemos uma de suas trilhas mais famosas, talvez muitos até já a tenha ouvido em outros filmes ou cenas de comédia e, obviamente, em circos, pois cada uma das músicas compostas pelo mestre encaixam-se com perfeição inigualável em cada cena da trama.


Chaplin, como de costume, não se contenta em dirigir, roteirizar, editar e compor a trilha, ainda é o protagonista da história. Ele não muda em nada o perfil da personagem: é atrapalhado, engraçado, apaixonado e usa as mesmas roupas clássicas que caracterizaram suas obras, entretanto, é essa continuidade aparente em seus filmes que deixa seu trabalho tão grandioso, é como se tudo o que o ator faz dentro de seu “Carlitos” fosse a própria vida, ou seja, em algum momento todos se identificarão com a personagem por as coisas mais inusitadas e extremamente possíveis e recorrentes ocorrerem em sua vida. Outro destaque do filme é Merna Kennedy, a filha do dono do circo, uma jovem triste e deprimida que vê em Carlitos um amigo e alguém que compreende seus sentimentos. Al Ernest Garcia vive o proprietário aflito do circo que tenta, de qualquer forma, estabilizar seus negócios para evitar a falência do que tanto parece amar. Harry Crocker vive Rex, o equilibrista que chegará para dar mais sentido a toda a história e deixar o protagonista seguir seu caminho para outros “filmes”. Henry Bergman faz a vez do palhaço velho, aquele típico homem que lembra em muito o tio velho e protetor que todos encontrarão um dia.


Para mim esse é um dos melhores filmes de Chaplin, além de seu trabalho técnico ser impecável ele diminui seu exagero nas cenas cômicas e torna toda a trama válida, divertida e relativamente real. Todos os filmes do diretor nos trazem reflexões acerca da vida e de como ela pode nos pregar peças, mas trata tudo isso da forma mais descontraída possível. Em “O Circo” não é diferente, as personagens são tão reais quanto qualquer um de nós, e o que Chaplin faz é tão mágico que chega a ser duvidoso: será o picadeiro do circo uma mera representação de nossas vidas, ou serão nossas vidas apenas picadeiros de circos?

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

238. VELOZES & FURIOSOS 5 – OPERAÇÃO RIO, de Justin Lin.


Um dos melhores filmes da franquia, peca somente ao exagerar na realidade brasileira.
Nota: 7,8


Título Original: Fast Five
Direção: Justin Lin
Elenco: Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster, Tyrese Gibson, Ludacris, Matt Schulze, Sung Kang, Gal Gado, Tego Calderon, Don Omar, Joaquim de Almeida, Dwayne Johnson, Elsa Pataky
Produção: Justin Lin, Vin Diesel, Michael Fottrell
Roteiro: Chris Morgan e Gary Scott Thompson
Ano: 2011
Duração: 130 min.
Gênero: Ação

Depois de escapar da prisão, Dominic Toretto, ao lado de Brian O’Connor e Mia Toretto, foge para o Brasil. Aqui eles encontrarão justamente o que mais desejam: dinheiro. Mas para poder colocar a mão em 100 milhões de dólares, eles precisarão enfrentar um dos maiores bandidos das favelas do Rio de Janeiro. Para isso eles chamarão uma trupe para lá de esperta e diferenciada, a fim de concluir um plano perfeito que, sem sombra de dúvidas, poderá deixar vários rastros.


Bem como no filme anterior desse, o trabalho realizado pelo diretor, Justin Lin, pelos roteiristas, Chris Morgan e Gary Scott Thompson e pelo compositor, Brian Tyler, não passa do satisfatório e deixa o filme melhor que os demais. Apesar de cenas extremamente improváveis ou impossíveis, o que incomoda no filme não é o fato de ele ser totalmente utópico e exagerado nas cenas de ação, é o fato de eles exagerarem em apresentar ao resto do mundo um país indecente e totalmente corrupto, não que o Brasil seja o maior exemplo na luta contra corrupção e tráfico, mas também não é o inferno mostrado no filme. Em uma das cenas mais toscas e desnecessárias da série a polícia americana chega bem perto de deter Toretto, mas, com toda a confiança do mundo, a personagem deixa claro que eles estão no Brasil e todos a volta do protagonista, claro que cada um deles é brasileiro, apontam armas em direção aos defensores da lei. Denunciar abusos cometidos pelo governo e a falta de justiça de um país não é um papel para produções de fora, e isso é válido para qualquer produção e qualquer país, ninguém sabe a realidade de uma nação melhor do que aqueles que vivem nela. No fim das contas, o filme parece mais uma gozação com o Brasil, que uma denúncia ou forma de mostrar suas belezas.



Vim Diesel, como já disse, não é mesmo um ator de grandes talentos, mas para viver Dominic Toretto, ninguém poderia ser melhor, ambos são prepotentes, orgulhosos e exalam um ar de superioridade extremamente desagradáveis, mesmo assim existe alguma coisa no ator com a qual simpatizo. Paul Walker volta da mesma forma, simples e nada grandiosa como Brian O’Connor, o ator nunca trabalhou em um filme realmente decente, mas acredito que seja um bom intérprete. Jornada Brewster, Gal Godot e Elsa Pataky são as gostosas da vez, respectivamente, Mia Toretto, Gisele Harabo e Elena Neves. O elenco ainda conta com Dwaney Johnson em um papel que é sua cara: Luke Hobbs, o típico policial durão, mas que acaba possuindo algum sentimento, podia ser mais padronizado que isso?


O trio principal volta a ser o mesmo do filme anterior, bem como direção, roteiro e músicas. Devo continuar advertido o fato de o filme detonar o Brasil política e socialmente, e para piorar a escolha das músicas brasileiras não é pior por um triz. O fato é que a beleza do samba e das diversas culturas e belezas do país se restringem a mostrar rapidamente a praia, e voltar para o caos das favelas, que já não são mais tão terríveis como filme mostra. É bom lembrar que qualquer semelhança com o enredo divertido e bem superior da franquia “(11/12/13) Homens e (Um / Outro / Novo) Segredo” (2001 / 2004 / 2007) é mera coincidência, bem como com algumas cenas semelhantes ao recente “A Origem” (2010). O único aspecto que diferencia esse dos outros, é que a ação começa mais cedo e que ele deixa claro como os anti-heróis podem se dar bem, afinal, devemos ser realistas e admitir que, se existe algo que recompensa na sociedade atual, é o crime. 

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239. VELOZES & FURIOSOS 4, de Justin Lin


Sem grandes méritos, um dos melhores da série.
Nota: 7,2


Título Original: Fast & Furious
Direção: Justin Lin
Elenco: Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster, Michelle Rodriguez, John Ortiz, Laz Alonso, Gal Gadot, Jack Conley
Produção: Vin Diesel, Michael Fottrell, Neal H. Moritz
Roteiro: Chris Morgan e Gary Scott Thompson
Ano: 2009
Duração: 107 min.
Gênero: Ação

Após alguns anos, o jogo de gato e rato entre Dominic Toretto e Brian O’Conner reiniciará, mas a sede por caçar um poderoso criminoso do narcotráfico fará com que os dois “inimigos” unam suas forças e mostrem que não existe ninguém que seja mais veloz ou furioso que a dupla. Dom está enraivecido pela perda da mulher que ama, já Brian, como o suposto bom policial que é, quer fazer justiça, entretanto, nada ocorre como planejado na vida desses anti-heróis, e mais do que nunca a série começa a tomar um ritmo melhor.


Antes desse filme, o diretor Justin Lin dirigiu apenas dois filmes que merecem destaque: “Better Luck Tomorrow” (2002) e “Velozes e Furiosos – Desafio em Tóquio” (2006). Aqui ele mantém o ritmo conquistado no filme de 2006, apesar de um não comprometer em nada o outro, os dois possuem a inovação na qualidade. No quarto filme da série vemos as famosas sequências de ação provocadas pelos carros de forma mais nítida, precisa e real, apesar da fantasia recorrente. O restante do grupo técnico já está bem acostumado com filmes desse gênero. Dos roteiristas temos Gary Scott Thompson, que escreveu “O Homem sem Sombra” (2000), “Velozes e Furiosos” (2001), “+ Velozes + Furiosos” (2003), “O Homem Sem Sombra 2” (2006) e “88 Minutos” (2007) e ao seu lado está Chris Morgan, de “Celular – Um Grito de Socorro” (2004), “Velozes e Furiosos - Desafio em Tóquio” e “O Procurado” (2008). O compositor da eletrizante trilha sonora é Brian Tyler, compositor de dezenas de filmes de ação.


Apesar de simpatizar com a pessoa de Vin Diesel, não gosto de suas atuações, acho ele forçado e um pouco chato, mas devo confessar que escolher ele para viver Toretto foi algo muito inteligente. Acredito que ele e a personagem possuem várias coisas em comum, as quais eu não admiro muito, e ele parece se divertir interpretando o papel, o que faz dele natural e espontâneo, e ninguém o faria como Diesel fez. Lembro-me de Paul Walker, o Brian O’Connor do filme, em poucos trabalhos, nenhum deles que exija muita capacidade artística, aqui ele não faz muito, mas também faz por merecer o papel. Em um filme sobre carros, destinado, declaradamente, ao público masculino, não podiam faltar as gostosas da parada, são elas: Jordana Brewster, como Mia, irmã de Toretto e ex-namorada de O’Connor e Michelle Rodrigues, Letty, namorada de Torretto, nenhuma das duas faz algo excepcional, mas ambas fazem seus trabalhos como deveriam, são sexys, espertas e nada amadoras na arte da conquista.


Com um elenco nada genial, mas querido pelo público, roteiristas e compositor com experiência no gênero, apenas o diretor poderia trazer algum problema, mas ele acaba sendo uma agradável surpresa. “Velozes e Furiosos” jamais será uma franquia com muita qualidade como um todo, claro que eles possuem dinheiro o suficiente para criar cenas atrativas visualmente, mas seu conteúdo é vago e suas histórias beiram ao clichê o tempo todo. Nenhum dos filmes, portanto, pode ser visto como um exemplo de produção, a série toda significa apenas mais um modo de entreter e enriquecer a centenária Universal.


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domingo, 22 de julho de 2012

240. TEMPOS MODERNOS, Charles Chaplin


Um filme que reúne crítica social com amor e muita diversão só poderia ser trabalho do mestre Chaplin.
Nota: 9,5


Título Original: Modern Times
Direção, Roteiro e Produção: Charles Chaplin (Charlie Chaplin)
Elenco: Charles Chaplin (Charlie Chaplin), Paulette Goddard, Henry Bergban, Tiny Sandford, Chester Conklin, Hank Hann, Stanley Blystone, Al Ernest Garcia, Richard Alexander, Cacil Reynolds
Ano: 1936
Duração: 87 min.
Gênero: Comédia / Drama / Romance

Um jovem trabalhador de uma fábrica é demitido por estar enlouquecendo por conta do emprego. Simultaneamente, uma bela moça se vira para conseguir comida e uma vida mais digna para ela e os irmãos. O trabalhador acaba indo parar na cadeia e a moça se vê órfã e foragida, nesse vai e vem da vida, os dois se encontrarão e iniciarão um relacionamento cheio de altos e baixos, mas não porque é disso que relacionamentos são feitos, e sim porque o meio em que eles vivem provoca acontecimentos que viram as vidas dos dois de cabeça para baixo.


Como diretor, roteirista e produtor, Chaplin esteve em dezenas de filmes. Dentre seus maiores e mais conceituados sucessos temos “Chase me Charlie” (1918), “O Garoto” (1921), “Casamento ou Luxo” (1923), “Em Busca do Ouro” (1925), “O Circo” (1928), “Luzes da Cidade” (1931) e “O Grande Ditador” (1940). “Tempos Modernos” é, sem dúvida alguma, seu mais célebre trabalho, utilizado até hoje como um dos marcos do cinema e, principalmente, citado como o modelo mais perfeito do futuro da humanidade, além de Chaplin ser visto como o pioneiro da sétima arte. A primeira afirmação é totalmente verdadeira, entretanto devo discordar da segunda, quando se faz referência aos pioneiros da sétima arte, geralmente nomes como George Méliès e Fritz Lang, os quais foram mentores declarados de Chaplin, e até mesmo os irmãos August e Louis Lumière, inventores do cinematógrafo, raramente são citados. O fato é que Chaplin é, indicustivelmente, um gênio da sétima arte, mas, como qualquer outro possuí suas influências. Sua direção e a criação e desenvolvimento do enredo são insuperáveis, ele demonstra de forma perfeita os anseios e dificuldades das pessoas controladas pelo capitalismo: um homem não pode ir ao banheiro que é ordenado a voltar ao trabalho, em outra sequência vemos o quanto os empregados ficam condicionados a fazer apenas seu serviço o tempo todo, e a também uma frustrada tentativa de substituição do horário de almoço; em contraponto temos a criação de sindicatos, as graves criadas pelos funcionários, o avanço da tecnologia e a movimentação da sociedade, comparando-a com um bando de ovelhas.


Além de dirigir, roteirizar, produzir e compor trilhas sonoras, Charles Chaplin atuava. Nesse filme sua personagem é o típico ferrado que faz de tudo para sobreviver em um mundo que exige a eficiência acima da felicidade e do que é possível ser realizado. Apesar de ser exagerado em certos momentos, o que ele faz aqui para denunciar o abuso do capitalismo sem deixar tudo escancarado é um milagre, além de ser algo impressionante. Paulette Goddard era uma americana muito bonita que tinha tudo para ser uma diva de Hollywood, por que ela não se tornou uma das de maiores destaques eu não sei, mas sua competência em atuar ao lado do mestre Chaplin e não deixar que todo o exagero dele como ator e o talento do mesmo a pusessem de lado durante o filme é algo maravilhoso, sua interpretação de uma pobre jovem que precisa se virar desde cedo, é o perfeito retrato de muitos jovens da atualidade.


Rapidez, movimentação, velocidade, eficiência, facilidade são apenas algumas das palavras que movem a sociedade capitalista em que vivemos. A responsabilidade de Chaplin em mostrar o futuro da humanidade, suavizando os efeitos da industrialização para que seu filme fosse aceito, é imensa, no entanto ele parece dar conta dela de forma simples e divertida. Temos ainda, durante a trama, os sonhos comuns de todos os seres da terra, como uma casa própria para ser chamada de lar e um casamento perfeito, no entanto, vemos também o desespero das pessoas que perdem seus empregos por qualquer que seja o motivo e acabam recorrendo a recursos extremos. No final das contas, o que o filme nos mostra é como é importante batalharmos na vida, mas quando o destino nos reserva rasteiras inimagináveis, devemos continuar nosso caminho em seguir em frente, portanto, relaxe para assistir ao filme, mas agora, para que não seja sua a responsabilidade de essa máquina imensa chamada saciedade parar, “Volte ao trabalho!”.


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sexta-feira, 20 de julho de 2012

241. BEIJOS E TIROS, de Shane Black


Uma comédia de erros divertida e assombrosa.
Nota: 7,5


Título Original: Kiss Kiss Bang Bang
Direção: Shane Black
Elenco: Robert Downey Jr., Val Kilmer, Michelle Monaghan, Corbin Bernsen, Dash Mihok, Larry Miller, Rockmond Dunbar, Shannyn Sossamon
Produção: Joel Silver, Steve Richards, Carrie Marrow, Susan Downey, Jessica Alan
Roteiro: Shane Black e Brett Halliday (romance)
Ano: 2005
Duração: 103 min.
Gênero: Comédia

Harry Lockhart é um ladrãozinho estúpido que, em uma fuga, acaba parando em um teste para um filme policial e é um dos escolhidos para o papel. A vida de Harry parecia estar se tornando ótima até ele e o amigo Gay Perry, um suposto ex-gay, presenciarem um assassinato, Harry reencontrar Harmony, a irmã de Harmony morrer e todos os envolvidos tornarem-se suspeitos em potencial até que o contrário seja provado. A partir daí, teremos uma história hilária repleta de assassinatos, intrigas, chantagens e ironias.


Shane Black já roteirizou filmes como a quadrilogia “Máquina Mortífera” (1997 / 1989 / 1992 / 1998), antes de “Beijos e Tiros” mais nada pode ser dito a respeito de sua carreira, mas agora ele está dirigindo e roteirizando o terceiro filme da série “Homem de Ferro”, que conta com Robert Downey Jr. no elenco.  Seu trabalho aqui não é grande coisa, mas é bem melhor do que muitos iniciantes, ele é criativo e as cenas de perseguição, que preenchem e dão um gás ao filme e as cenas cômicas são muito bem conduzidas. Destaco o trabalho dele como roteirista em optar por termos a personagem principal nos relatando os acontecimentos passados e presentes que levaram a tudo o que está acontecendo, apesar de não ser necessário, afinal, qualquer um é capaz de entender o filme, é um artifício bem-vindo em comédias negras. A trilha sonora fica a cargo de John Ottman, indicado ao Emmy por Fantasy Island” (1998) e ao BAFTA por “Os Suspeitos” (1995), esse último foi vencedor de dois Oscars, dois BAFTA’s e a mais uma série de prêmios para Kevin Spacey como ator coadjuvante.
Em 1991 um tal Robert Downey Jr., obviamente filho do diretor, produtor e roteirista Robert Downey, interpretou o lendário Charles Spencer Chaplin em “Chaplin”, sendo indicado a dezenas de prêmios, incluindo o Oscar. Participou de vários filmes relevantes para a última década do século passado, mas foi apenas em 2008 que se popularizou no mundo todo dando vida a Tony Stark na adaptação “Homem de Ferro”, no mesmo ano participou do filme “Trovão Tropical” e foi novamente indicado ao Oscar, com “Sherlock Holmes” (2009) venceu o Globo de Ouro na categoria melhor ator principal em comédia ou musical, o fato é que Downey é craque em comédias, ele não é nenhum piadista nato como Alec Baldwin ou Steve Martin, nem é capaz de nos fazer rir apenas por sua cara como Rowan Atkinson o faz, mas ele possui um terceiro tipo de talento para a comédia, ele é simplesmente natural, não fisicamente, mas suas feições, trejeitos e confusões compõe uma personagem ótima e muito bem interpretada. No elenco ainda temos Val Kilmer como o duvidoso Gay Perry e a bela Michelle Monaghan como a atrapalhada e sexy Harmony.


Nesse filme temos um estilo não muito querido por todos, o diretor e roteirista satiriza um dos assuntos mais delicados e misteriosos da vida: a morte. O fato de mostrar várias pessoas morrendo, como se isso fosse algo comum, torna o filme engraçado e, simultaneamente, assombroso. Não há muito que se possa refletir e retirar de digno e decente desse filme, mas ele é uma boa forma de descontrair, e um pouco de ironia nunca faz mal a ninguém.

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quinta-feira, 19 de julho de 2012

242. CELEBRIDADES, de Woody Allen

O retrato quase perfeito da vida de celebridades.
Nota: 8,7


Título Original: Celebrity
Direção e Roteiro: Woody Allen
Elenco: Kenneth Branagh, Judy Davis, Winona Ryder, Melanie Griffith, Je Mantegna, Leonardo Di Caprio, Charlize Theron, Adrien Grenier, Kate Burton
Produção: Jean Doumanian, J. E. Beaucaire
Ano: 1998
Duração: 113 min.
Gênero: Comédia / Drama

Lee é um repórter de celebridades que deseja entrar de vez nesse mundo como roteirista ou escritor, para isso ele pede o divórcio de Robin, que enlouquece pelo fim do casamento. Nessa busca pela fama, fortuna e glamour, Lee se envolverá com uma estrela em ascensão, com uma modelo cheia de problemas, uma aspirante a atriz, uma editora, e um ator que acredita ser o centro do universo. Já Robin, mudará de vida ao conhecer o produtor Tony, e se tornará uma apresentadora de televisão querida por todos.


Em 1998, Woody Allen já não era nenhum iniciante no cinema, muito pelo contrário, já possuía estilo próprio a admiração de milhares de pessoas, já havia ganhado três Oscars e havia passado pelas suas décadas de gênio com filmes como “Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo E Tinha Medo de Perguntar” (1972), “O Dorminhoco” (1973), “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (1977), “Manhattan” (1979), “A Rosa Púrpura do Cairo” (1985) e “Hannah e Suas Irmãs” (1986). Seu roteiro aqui não difere muito do que podemos esperar de Allen hoje, mas é aí que se enquadra a excelência em seu trabalho, ele possui vários filmes com cenas e diálogos parecidos e enredos semelhantes, mas cada qual interage de uma maneira com as personagens, cada qual possui seu próprio desfecho e todos são muito bem feitos. Dirigindo ele é ótimo, a idéia do preto e branco é sempre bem-vinda em seus trabalhos, acredito que esse artifício usado atualmente deixa o público ainda mais curioso e faz a vez das saias longas décadas atrás, escondendo algumas belezas que poderiam ser vistas no colorido, isso faz com que o filme se torne mais misterioso e atrativo esteticamente falando.


Em 1998 Kenneth Branagh já havia sido indicado a quatro Oscars e era conhecido pelos filmes “Henrique V” (1989) e “Hamlet” (1996), recentemente pôde ser visto pelos adolescentes em “Harry Potter e a Câmara Secreta” (2002) e pelos mais velhos em um filme mais cult, “Sete Dias Com Marilyn” (2012), onde vive o lendário Sir Laurence Olivier. Ele lidera o elenco como o atrapalhado Lee, o repórter que quer mais da vida além de ficar com mulheres bonitas e escrever artigos que ele considera chatos sobre pessoas famosas, na realidade, o problema é que quer ser uma dessas pessoas. Judy Davis ficou conhecida pelos filmes “Passagem para a Índia” (1984) e “Maridos e Esposas” (1992), mas foi a interpretação como Judy Garland em “A Vida com Judy Garland: Eu e Minhas Sombras” (2001), que lhe rendeu o respeito máximo como atriz, aqui ela é a perdida Robin, após o divórcio a personagem não sabe o que fazer da vida e fica bem louquinha de uma lado para o outro com medo de encontrar com o marido, mas a chegada de um novo amor a mudará por completo. Joe Mantegna, que viveu Joey Zasa em “O Poderoso Chefão Parte III” (1990) é esse tal novo amor de Robin, um homem perfeito que se apaixona perdidamente por ela e fará de tudo para que os dois fiquem juntos. Winona Ryder, do recente “Cisne Negro” (2010), vive a aspirante a atriz Nola, aquele tipo que não quer compromisso e só deseja ter um ótimo futuro profissional. Melanie Cgriffith é a atriz de sucesso Nicole Olivier, uma mulher que não se importa com os outros e vive a vida como se o mundo a venerasse. Charlize Theron é a modelo com quem o protagonista se encontra uma vez, uma jovem pirada que só quer se divertir. Por fim, Leonardo DiCaprio é o ator Brandon Darrow, um jovem perturbado que tem o mundo aos seus pés e acredita que tudo gira em torno de sua vida e sua fama.


Longe de ser o melhor filme de Woody Allen, a trama de “Celebridades” nos envolve ao mostrar claramente parte da vida de pessoas famosas e as consequências de ser observado pelo restante do mundo. Mas também nos apresenta a dificuldade que alguns possuem para entrar nesse mundo, ou a facilidade de outros pelo simples acaso do destino. Branagh e Davis nos proporcionam dois hemisférios totalmente diferentes, apesar de ambos chegarem a ser irritantes por sua falta de tato e serem totalmente desequilibrados, ela encontra o caminho e se torna uma mulher elegante e respeitada, ele continua sendo o mesmo perdedor do começo ao fim. Sendo assim, o filme é engraçado, divertido, cheio de vida e reflete vários sentidos de nossa existência.


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terça-feira, 17 de julho de 2012

243. HALF NELSON: ENCURRALDOS, de Ryan Fleck


Um drama/comédia sobre a vida como ela realmente é.
Nota: 8,5


Título Original : Half Nelson
Direção : Ryan Fleck
Elenco: Ryan Gosling, Shareeka Epps, Jeff Lima, Nathan Corbett, Tyra Kwao-Vovo, Rosemary Ledee, Tristan Wild
Produção: Anna Boden, Lynette Howell, Rosanne Korenberg, Alex Orlovsky, Jamie Patricof
Roteiro: Ryan Fleck e Anna Boden
Ano: 2006
Duração: 106 min.
Gênero: Drama / Comédia

Durante o dia Daniel Dunne é professor em uma escola pública de ensino médio, durante a noite ele é uma mistura de tentativa de escritor de livros infantis e de um drogado convicto. Apesar de já ter feito alguns tratamentos, as frustrações de seu dia-a-dia falam mais alto. Certa noite ele é pego por uma aluna fumando no banheiro da escola, a partir daí, apesar das diferenças de idade e cultura, os dois iniciarão uma amizade que vai além das diferenças.


Ryan Fleck havia dirigido curtas e documentários antes desse filme, após ele, foi o responsável pelo início de duas séries muito conceituadas e premiadas: “In Treatment” (2009) e “The Big C” (2011), além dos filmes medianos “Sugar” (2008) e “Se Enlouquecer, Não se Apaixone” (2010). Aqui, seu trabalho é impressionante: além de utilizar câmera de mão quase que o tempo todo sem deixar o filme ficar mal feito, ele consegue deixar uma história de subúrbio e dificuldade da vida das classes média e baixa algo revigorante e atraente. Fleck trata o filme como uma produção destinada a adultos, apesar de termos a escola como plano de fundo durante boa parte do filme e crianças estudando e brincando, ele foca mais em como jovens pobres precisam amadurecer de forma rápida e não tem pudor ao mostrar as consequências do uso de drogas na vida do protagonista.


Ryan Gosling lidera um elenco que não tem muito a dizer. O ator apresenta a imagem perfeita de um homem frustrado que se nega a aceitar ajuda alheia, mas que ainda acredita que o mundo só pode ser mudado se cada um fizer sua parte, e a dele está sendo feita com êxito com suas aulas de história. Apesar da indicação ao Oscar do ator, apenas uma coisa merece destaque grande em sua atuação, vemos, aqui, a construção de personagem bem mais nitidamente que em outros filmes do ator, bem como no recente “Drive” (2011), a personagem tem algumas manias e trejeitos durante todo o filme, o que a torna mais real a palpável. Além de Gosling, merece destaque a jovem Shareeka Epps, que interpreta Drey, a aluna de Dunne que o encontra se drogando e acaba se tornando amiga do professor, a atriz é simples, mas sincera, talvez suas origens tenham ajudado, afinal, ela nasceu no Brooklyn em Nov York.


A proposta do filme é bem clara: refletir acerca de assuntos que envolvem a sociedade como um todo. De um lado temos o professor tentando fazer o melhor por seus alunos e pelo mundo que vive, do outro temos o homem frustrado que afoga suas mágoas nas drogas. Além disso, durante as aulas de Dunne na trama, os alunos falam sobre direitos civis, igualdade e mudanças. “Half Nelson – Encurralados” nos propõe uma análise da vida como ela realmente é, um drama/comédia de dúvidas, problemas, decisões, confusões e, principalmente, erros.


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