quinta-feira, 3 de maio de 2012

323. A NOVIÇA REBELDE, de Robert Wise


Merecidamente uma marca no gênero musical e um dos filmes mais adorados de todos os tempos.
Nota: 9,3



Título Orginal: The Sound of Music
Direção: Robert Wise
Elenco: Julie Andrews, Christopher Plummer, Peggy Wood, Charmian Carr, Nicholas Hammond, Heather Menzies, Duane Chase, Angela Cartwright, Debbie Turner, Kym Karath
Produção: Robert Wise, Saul Chaplin, Peter Levathes e Richard D. Zanuck
Roteiro: Ernest Lehman, Howard Lindsey, Russel Crouse e Maria von Trapp (romance)
Ano: 1965
Duração: 179min.
Gênero: Drama / Musical

Maria, uma noviça nada convencional que vive cantando e dançando, é enviada à casa do Capitão Von Trapp para cuidar de seus filhos. De início não é bem recebida e logo percebe o quanto Trapp é distante das crianças, mas com muito amor e amizade Maria irá conquistar cada uma das crianças e, obviamente, o pai delas. Um dos filmes mais adorados de todos os tempos, “A Noviça Rebelde” foi um marco no gênero musical dos cinemas, a cena em que Maria ensina as crianças a cantar é uma das mais memoráveis de todos os tempos e a música “Do, Re, Mi” umas das mais cantadas daquelas vindas do cinema.


A direção fica a cargo do mestre vencedor de quatro Oscar’s (dois de melhor filme e dois de melhor direção), Robert Wise. Ele é também o responsável por outro marco no cinema musical, “Amor, Sublime Amor” (1961) é uma história bem mais triste e bem menos leve que “A Noviça Rebelde”, talvez por se tratar de uma espécie de adaptação do romance “Romeu e Julieta”, de William Shakeaspeare. Com fotografia, edição, som e trilha sonora exuberantes, o filme é extremamente bem feito e muito belo de ser visto. As tomadas de Wise são sempre muito abrangentes e ele aproveita todo o espaço que tem para nos deliciar com cenas incríveis. É bom fazer uma ressalva quanto ao roteiro amenizador que nos é apresentado aqui: a história é sempre muito linda e feliz, ninguém tenta ficar separando o casal protagonista e os filhos dele amam-na como uma mãe, o problema está exatamente em tanta felicidade, afinal eles estão em plena Segunda Guerra Mundial e são poucos os momentos que os vemos desesperados e com medo do futuro como era comum na época.


Com um casal tão talentoso como Julie Andrews e Christopher Plummer liderando o elenco nada poderia dar errado. Ela foi indicada ao prêmio da Academia por sua atuação maravilhosamente composta, é viva, alegre e nos passa toda uma energia de alguém que ama a vida, além é claro de sua voz ser uma das mais marcantes do cinema. Ele é um típico Capitão, sempre sério e muito carrancudo, mas que acaba por se mostrar um bom homem quando tem alguém que ama por perto, apesar de sua voz não ser tão marcante quanto de Andrews, Plummer possuí uma voz macia e muito agradável. Do restante temos as ótimas irmãs que vivem no convento em que Maria estava, com destaque para Peggy Wood, que vive Madre Abbess. As crianças são vividas por: Charmian Carr (Liesl Von Trapp), Nicholas Hammond (Friedrich), Heather Menzies (Louisa), Duane Chase (Kurt), Angela Cartwright (Brigitta), Debbie Turner (Marta) e Kym Karath (Gretl).


A história é uma adaptação da vida da família de cantores Von Trapp, eles viviam na Áustria, mas quando ela foi ocupada pelos nazistas foram forçados a deixá-la por questões políticas. Apesar de o casal protagonista não ser absolutamente nem um pouco parecido com o casal real a adaptação é muito marcante e muitos dizem que ela é bem realista quanto as relações entre todos no filme, como já disse, o filme apenas peca mesmo ao amenizar os atos nazistas e não transparecer o medo e a angústia característicos da época. Mas quem se importa com a realidade em um filme tão bem realizado e criado para divertir e mostrar que, apesar de tudo o que aconteça no mundo, a família, o amor e a amizade são para toda a vida, e são elas que nos mantêm vivos e unidos, não importa o restante.

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