terça-feira, 24 de abril de 2012

324. UP – ALTAS AVENTURAS, de Pete Docter e Bob Peterson

Um dos melhores filmes dos últimos anos, nos enchendo de alegria e vontade de aproveitar a vida.
Nota: 9,7



Título Original: Up
Direção: Pete Docter e Bob Peterson
Elenco: Edeard Asner, Christopher Plummer, Jordan Nagai, Bob Peterson, Delroy Lindo, Pete Docter, Elie Docter
Produção: Jonas Rivera, John Lasseter, Andrew Stanton e Pete Docter
Roteiro: Pete Docter, Bob Peterson e Thomas McCarthy
Ano: 2009
Duração: 96 min.
Gênero: Animação / Comédia / Drama
Carl Fredricksen é um velho que vive em sua casinha isolado do restante do mundo. Nos primeiros minutos do filme entendemos o porquê desse isolamento e choramos e rimos ao vermos um resumo do que foi sua vida ao lado da mulher que amava. Russell é um garotinho gordinho excluído que deseja mais que tudo na vida ser um grande escoteiro, para tal precisa vender chocolates. O que ninguém sabe é que Carl irá literalmente voar em sua casa para repousá-la no lugar que ele e sua esposa quiseram viver a vida toda, no entanto será muito mais difícil do que ele pensava: Russell, acidentalmente, embarcou nessa viajem maluca que será repleta de emoções, perigos e mais companhias indesejáveis.



Para falar sobre essa ótima dupla façamos como Jack. Docter foi diretor apenas de Monstros S. A. ( o que não é pouco levando em conta sua credibilidade entre público e crítica, o filme ganhou o Oscar de melhor canção original e o BAFTA de filme infantil), além disso é o roteirista dos dois primeiros “Toy Story” (1995 e 1999) e do inigualável “Wall-E” (2008), também se envolve com departamentos como música e arte dos filmes que participa.  Peterson parece ter saído de uma das várias animações que já “atuou” como “Procurando Nemo” (2003), no qual também é roteirista, “Os Incríveis” (2004), “Carros” (2006) e mais recentemente “Toy Story 3” (2010), como diretor seu único trabalho é esse mesmo e como roteirista tem em seu currículo o excelente “Ratatouille” (2007). O trabalho realizado aqui por eles é maravilhoso, reflexivo, educativo, colorido, feito para adultos e extremamente minucioso em seus detalhes. A trilha ficou a cargo de um dos mestres da música para animações, Michael Giacchino, que já trabalhou nos mais diversos estilos de filmes e séries e raramente nos decepciona, por “Up” ele ganhou seu primeiro Oscar de melhor trilha sonora.



Reflexões sobre a vida e a morte sempre foi um tema recorrente nos cinemas, aqui o primeiro é explorado com tanta beleza e gratidão que temos apenas a vontade de viver e aproveitar cada segunda no planeta Terra. A idéia de misturar uma criança com um velho, ao invés de refletir sobre a vida de um quarentão (que aos poucos se torna um homem de cinquenta) frustrado ou uma mulher louca prestes a entrar na casa dos trinta (que já passou para os quarenta) torna o filme algo original e muito mais agradável de ser assistido, tornando-se um dos melhores filmes dos últimos anos.



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325. ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, de Tim Burton


Pode não ser a melhor adaptação da história, mas sem dúvida é a mais bela e tecnicamente bem feita.
Nota: 8,8


Título Original: Alice in Wonderland
Direção: Tim Burton
Elenco: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Mia Wasikowska, Anne Hathaway, Michael Sheen, Alan Rickman, Barbara Windsor, Timoty Spall, Frances de la Tour, Imelda Sataunton
Produção: Joe Roth, Jennifer Todd, Suzanne Todd, Richard D. Zanuck
Roteiro: Linda Woolverton, Lewis Carroll (romance)
Ano: 2010
Duração: 108 min.
Gênero: Fantasia

Após muitos anos Alice, agora adolescente, volta ao País das Maravilhas, o qual julgava ser um sonho. Lá ela encontra um mundo totalmente devastado pela loucura da Rainha Vermelha que insiste em ficar no trono o qual o povo acredita ser de direito de sua irmã, a Rainha Branca, o Chapeleiro Maluco a espera na companhia da Lebre de Março e Dormidongo para o chá, Absolem continua a achar uma menina estúpida, TWeedledee e Tweedledum permanecem inseparáveis e o Gato Risonho ainda ri insolentemente para tudo e todos. Mas agora Alice não é mais uma criança e tem de lidar com tarefas destinadas para uma verdadeira heroína a fim salvar toda sua utopia.


Tim Burton é um dos diretores mais loucos de todos os tempos no cinema. Além de uma lista maravilhosa de oito filmes com Johnny Depp: “Edward Mão de Tesoura” (1990); “Ed Wood” (1994); “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” (1999); “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2005); “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (2007); “Alice no País das Maravilhas” (2010) e “Sombras da Noite” (previsto para 2012) ele ainda tem dois filmes com Helena Bonham Carter “Peixe Grandes E Suas Histórias Maravilhosas” (2004) e “O Planeta dos Macacos” (2001), nos filmes com Depp após 2005 ela participou de todos. Não tem como Burton ser ruim, mas aqui ele parece se perder ao tentar inovar uma história tão cultuada, a arte do filme, a edição, o som, a trilha sonora (apesar de caricata), os efeitos especiais (incluindo o 3D), o figurino e tudo o mais que compõe a estética do filme são perfeitas, mas há alguma coisa em seu enredo e na forma que ele é levado por todos que faz parecer o filme um tanto vazio e nos deixa a leve impressão de que essa adaptação era algo totalmente desnecessário.


Mas é nessa má impressão que o filme nos trás um elenco maravilhoso para deixá-lo tão agradável de ver: Mia Wasikowska é a eterna Alice, uma menina sonhadora que, como qualquer outra heroína infantil, deseja ser feliz com quem ama; Johnny Depp é o lendário Chapeleiro Maluco, mais louco do que nunca, mas também triste e desiludido com a vida; Helena Bonham Carter é a maléfica Rainha Vermelha, má e totalmente engraçada; Anne Hathway dá vida a uma Rainha Branca bela, gentil e humilde (para mim uma completa chapada); Michael Sheen é o Coelho Branco, sempre preocupado com tudo à sua volta; Stephen Fry dá “vida” a uma das criaturas mais adoradas da literatura inglesa, o Gato Risonho; Alan Rickman a Lagarta mais reflexiva da história, Absolem; Barbara Windsor empresta a voz a preguiçosa Dormidongo; Paul Whitehouse a Lebre de Março; Timoty Spall o fiel e amável cão Bayard; Imelda Staunton surge como as flores do País das Maravilhas; Frances de La Tour a iludida tia Imogene. Todos aqui parecem brincar com suas personagens de forma simples e divertida, tornando cada uma delas muito bem-vinda.


A história da menina Alice já foi vista no cinema, no teatro, na televisão e, originalmente, na literatura. Em todas as versões vemos Alice em seu suposto mundo dos sonhos, nessa representação ele é ainda mais real que em qualquer outra, e é isso que torna esse filme imperdível: quem nunca quis estar em mundo diferente do que vivemos ou qual criança passou pela mágica fase da infância sem imaginar a utopia de um mundo colorido repleto de criaturas mágicas e cheias de vida dispostas a nos proporcionar os mais diversos tipos de sentimentos? Portanto é essa toda a magia do filme, nos reportar para nossos desejos mais infantis perdidos em nossas memórias.


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segunda-feira, 23 de abril de 2012

326. RATATOUILLE, de Brad Bird e Jan Pinkava

Literalmente uma das animações mais saborosas do ano.
Nota: 9,2


Título Orginal: Ratatouille
Elenco: Patton Oswalt, Ian Holm, Lou Romano, Brian Dennehy, Peter Sohn, Peter O’Toole, Brad Garret, Janeane Garofalo
Produção: Brad Bird, John Lasseter, Andrew Stanton, Galyn Susman
Roteiro: Brad Bird, Jan Pinkava, Jim Capobianco, Emily Cook, Kathy Greenberg, Bob Peterson
Ano: 2007
Duração: 111 min.
Gênero: Animação / Comédia

Remy é um rato diferente dos outros, não quer comer os restos, quer saboreá-los e, se possível, prepará-los para deixá-los mais gostosos. Eis que surge sua chance para se tornar um típico chefe de cozinha em Paris: o jovem Linguini está trabalhando como ajudante em um famoso restaurante, quando ele estraga uma sopa e Remy a concerta todos pensam que foi o rapaz que preparou aquele prato maravilhoso. A partir daqui o rato e o rapaz irão conviver em harmonia para fazer do restaurante um dos melhores da Cidade Luz.


Diretor de “Os Simpsons” (1990-1991) e “Os Incríveis” (2004), Brad Bird não é nenhum gênio da animação, mas já tem dois Oscars (filme de animação com os dois citados anteriormente) e duas indicações de melhor roteiro (nos mesmos filmes). Com alguns trabalhos para se orgulhar, Jan Pinkava só dirigiu esse e um curta metragem vencedor do prêmio da academia “Geri’s Game” (1997). Nesse filme a dupla não decepciona em momento algum, fazendo dessa animação tudo aquilo que se espera de um bom filme: um roteiro original maravilhoso com ótimas cenas, um edição espetacular dando mais beleza ainda à Paris, uma edição de som que, aliada a trilha sonora, deixa o filme mais tranquilo e delicioso ainda. Falando em trilha sonora, me volto novamente a Michael Giacchino, como já disse um dos compositores mais versáteis por conseguir ser sempre tão bom em gêneros tão distintos, aqui ele nos proporciona a maravilha do que se espera de uma trilha sonora em um filme que acontece na França, aqueles ritmos caricatos que nos levam direto para o ambiente de uma das cidades mais conhecidas e desejadas do mundo, além é claro de deixar claro que esse filme sobre comida se passa em uma referência gastronômica mundial.


Animais e homens em harmonia é o típico filme de animação. Isso aqui é Disney, e é óbvio que sendo assim esses dois viverão em perfeita felicidade, com uma ou outra briga que irá afastá-los mas eles serão unidos por algo muito maior, aqui a paixão pela comida. Saber tudo isso, e de fato tudo isso se realizar não torna esse filme algo chato ou repetitivo, muito pelo contrário, de tão bom e bem feito que ele é nem chegamos a reparar que algumas cenas vistas nele estão em outras várias animações da produtora. O filme ganhou um Oscar e foi indicado a outras quatro categorias, ainda levou nove prêmios no Annie Awards (o Oscar da animação), o BAFTA, o Globo de Ouro e o Sindicato dos Produtores de melhor filme animação e o Grammy pela trilha sonora.


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327. VAN HELSING – O CAÇADOR DE VAMPIROS, de Stephen Sommers


Misturar várias histórias lendas fantasiosas ao menos faz com que o filme fuja do normal e se torne suportável.
Nota: 6,7



Título Original: Van Helsing
Direção/Roteiro: Stephen Sommer
Elenco: Hugh Jackman, Kate Beckinsale, Richard Roxburgh, David Wenham, Shuler Hensley, Kevin J. O’Connor
Produção: Stephen Sommer, Bob Ducsay, Sam Mercer, Artist W. Robinson
Ano: 2004
Duração: 131
Gênero: Fantasia / Suspense


Uma pequena cidade na Transilvânia viveu toda uma era atormentada pelo temor advindo de um castelo próximo ao local, nesse castelo viviam Conde Drácula e suas três esposas. No entanto, Val Helsing, o caçador de monstros chegará para mudar o futuro desse lugar. Com a ajuda de Anna Valerious, com ancestrais em comum ao vampiro, e Carl, um religioso, ele tentará com todas as suas forças se livrar dessa força maligna que tem tudo para se proliferar. Com referências claras à obra de Bram Stoker, O Conde Drácula, ao livro de Robert Louis Stevenson, O Médico e o Monstro, à história de Victor Hugo, O Corcunda de Notre Dame, e ao mito do Lobisomem o enredo é extremamente fiel aos vampiros e às demais criaturas.
Com vários filmes do mesmo estilo que esse, Sommers pode passar totalmente despercebido, dentre seus trabalhos mais conhecidos estão: “Tentáculos” (1998), “A Múmia” (1999), “O Retorno da Múmia” (2001), e, mais recentemente “G. I. Joe – A Origem de Cobra” (2009). Seu trabalho não possuí nenhuma grandeza e seu roteiro, apesar de interessante, é bem enrolado. O que chama mesmo a atenção são aspectos como os efeitos, a fotografia, a edição de som, a maquiagem para criar tantos monstros lendários com tanta fidelidade e a ótima trilha sonora no sempre destacável Alan Silvestri. Com nada de interessante no currículo, além do musical "Moulin Rouge – Amor em Vermelho" (2001), Richard Roxburgh é um péssimo Conde Drácula, apesar de condizer totalmente com o esperado do original sua atuação é fraca e acaba chamando menos a atenção do que deveria; com pequenas participações no mesmo musical de RoxBurth, e excelente atuação nos últimos filmes da Série “O Senhor dos Aneis” (2003/2004), David Wenham é um Carl sem muito a se falar, a não ser que é ele quem nos proporciona as melhores cenas cômicas ao longo da trama; não gosto muito de Kate Beckinsale, acho ela super caricata em todos os filmes e ela não sabe se diferenciar de um para outro, como Anna a coisa não muda nadinha; já não posso dizer o mesmo de Hugh Jackman, não acredito que ele seja um grande ator, mas é um ator mediano que consegue satisfazer em todos os seus trabalho.
Adaptar a história de Drácula nunca é fácil, talvez a idéia de trazer outros personagens clássico desse estilo tenha sido a grande idéia do diretor e roteirista, aliado ao fato de não ser apenas uma luta entre vampiros e lobisomens em uma grande produção é que faz desse filme algo suportável para quem gosta de um gênero totalmente fantasioso. Esse é aquele tipo de filme para se assistir apenas uma vez com concentração apenas por sua certa originalidade.


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328. A MORTE LHE CAI BEM, de Robert Zemechis

Tratar da morte e a vida nunca foi tão divertido e macabro.
Nota: 8,0



Título Original: Death Becomes Her
Direção: Robert Zemeckis
Elenco: Meryl Streep, Bruce Willis, Goldie Hawn, Isabella Rossellini, Ian Ogilvy, Adam Storke, Nancy Fish
Produção: Robert Zemeckis, Steve Starkey, Joan Bradshaw
Roteiro: Martin Donovan e David Koepp
Ano: 1992
Duração: 104
Gênero: Comédia

Madeline Ashton foi uma promissora atriz, ainda muito rica é casada há um bom tempo com o ex-cirurgião plástico Ernest, que agora faz a maquiagem em pessoas mortas. Sua antiga amiga, e a mulher de quem Ashton roubou Ernest, Helen Sharp, voltou depois de anos e, surpreendentemente, está linda. Desesperada Madeline recorre a uma mulher nada ortodoxa que lhe dá uma poção de rejuvenescimento, eis que ela volta a ser linda, sexy e, claro, jovem. No entanto quem bebe dessa poção deve cuidar de seu corpo mais que tudo na vida, afinal ele será seu eterno companheiro, não é preciso ser muito inteligente para saber que Madeline e Helen, que também se rendeu a magia, não tomaram todas as precauções necessárias e dezenas de coisas acontecerão enquanto elas tentam manter seus belos corpos intactos.


Até aqui Zemechis merece destaque apenas pela trilogia “De Volta para o Futuro” (1985 / 1989 / 1990) e pelo marco “Uma Cilada para Roger Rabbit (1988); mas é claro que o trio Streep-Willis-Hawn lhe abriu portas e, depois ele deslanchou em Hollywood com títulos consagradíssimos como “Forrest Gump – O Contador de histórias (1994), “Náufrago” (2000), “O Expresso Polar” (2004), “A Lenda de Beowulf” (2007) e “Os Fantasmas de Scrooge” (2009), em 95 venceu o Oscar de melhor direção pelo filme com Tom Hanks, aliás um dos mais fascinantes da década. Nesse filme ele pode não ser um exímio diretor, mas é extremamente original ao mostrar imortais realmente imortais que, ao serem decapitados ou coisas do tipo não deixariam esse mundo, e sim teriam que conviver com a idéia de perderem um membro de seu corpo. Além dele outra ótima surpresa nos agracia com uma trilha sonora estilo Bernard Herrmann, basicamente com cordas; Alan Silvestri , o compositor é o responsável pela criação de vários estilos, os mais populares, onde podemos citar esse próprio, o recentemente lançado “Capitão América: O Primeiro Vingador” (2011), o inédito “Os Vingadores (2012), “Uma Noite no Museu” (2006) e “O Pequeno Stuart Little 2” (2002), além de filmes mais cultuados, como “Náufrago”, “Forrest Gump – O Contador de Histórias” e “O Guarda Costas” (1992) além da trilogia “De Volta para o Futuro”.


Nunca gostei de Bruce Willis, mas aqui ele é ótimo: um completo imbecil disposto a tudo por uma mulher que ele considera perfeita e que o despreza mais que qualquer coisa. Goldie Hawn é uma figura extremamente simpática, sempre sorridente e envolvida em projetos interessantíssimos de caridade, nesse filme ela e Streep travam batalhas ótimas, tanto em suas personagens quanto em suas interpretações, Hawn vive aqui Helen Sharp, uma mulher confusa que não sabe muito o que quer da vida. Meryl Streep é Madeline, desde o início, em uma cena memorável onde uma das melhores atrizes de Hollywood se torna ridícula, até o fim ela é perfeita interpretando uma fracassada que também não sabe o quer da vida, ou da morte.


Com uma dose de ironia, outra de sarcasmo e uma pitada de ótimo humor negro, esse filme revela-nos o óbvio: por que o ser humano visa melhorar sua vida com a imortalidade se o maior motivo de sermos felizes é termos a certeza de que um dia partiremos com nossos amigos. Aqui temos a prova de que não é preciso ser imortal para ser feliz em Ernest Menville, da mesma forma que temos a prova da infelicidade que a imortalidade pode nos trazer com Madeline Ashton e Helen Sharp. Por fim, certamente dezenas de pessoas odiarão esse filme pelo simples fato de não verem o quão reflexivo ele pode ser ao tratar de um assunto tão pertinente de forma tão escrachada.

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quarta-feira, 18 de abril de 2012

329. TITANIC / TITANIC 3D, de James Cameron

Em 3D ou não, com um bom roteiro ou não, com boas atuações ou não eis aqui um dos maiores filmes da história do cinema.
Nota: 9,5



Título Original: Titanic
Direção e Roteiro: James Cameron
Elenco: Kate Winslet, Leonardo DiCaprio, Billy Zane, Kathy Bates, Frances Fisher, Gloria Stuart, Bernard Hill, Bill Paxton, Victor Garber
Produção: James Cameron, Jon Landau, Sharon Mann, Grant Hill e Al Giddings
Ano: 1999
Duração: 195 min.
Gênero: Drama / Romance
  
Não acho que exista a necessidade de livrá-los dos chamados spoilers (detalhes sobre o enredo que ninguém quer saber antes de o filme terminar), afinal acredito que todos os leitores já tenham assistido a esse filme. Sala do cinema lotada, sessão em terceira dimensão em dia de promoção do cinema, jovens, adultos e velhos, todo tipo de gente, rica, pobre, branca, negra, homens e mulheres, todos lá com seus óculos ridículos prontos para assistirem ao filme mais visto da história do cinema. Logo de início o nome do filme aparece e os suspiros são infindáveis, depois vem as mais de três horas de projeção em que gritaram, choraram, riram e aplaudiram. Quando fiquei sabendo que o filme seria convertido para o 3D fiquei entusiasmado com o simples fato de assistir à história que fez parte de minha vida no cinema. Quando criei o blog resolvi que primeiro o veria no cinema para depois fazer a crítica, portanto lá vai.
Rose é uma jovem falida e infeliz que deve de casar com o insuportável Cal para voltar a ter dinheiro e não deixar que ela e a mãe vivam na miséria; Jack, por outro lado é um jovem alegre, que vive a vida correndo todos os perigos possíveis pelo prazer de aproveitar a dádiva dada por Deus. Eis que o lendário “navio que nem os Deuses afundam” está de partida e ambos estão a bordo, em uma cena pra lá de inesquecível, o rapaz a convence de não se matar e a partir daí teremos uma das mas belas histórias de amor de todos os tempos. O romance em si foi uma criação péssima de Cameron, mas o Titanic, com seus mais de 250 metros de comprimento, mais de 3000 mil pessoas a bordo, apenas 20 botes salva-vidas e a fatal colisão com o iceberg foram reais e inesquecíveis para qualquer um e aqui sua representação é fantástica.
Em menos de meia hora temos o navio em nossa frente e aí começa a maestria do diretor James Cameron que, como roteirista pode ser terrível, faz um trabalho quase perfeito. A imagem troca o navio afundado e velho na obra de arte que realmente foi, nos transporta de volta para 1912 e Kate Winslet levanta majestosamente sua cabeça após sair do carro em que chegou com a mãe e o noivo, logo depois vemos DiCaprio correndo entre a população pedindo passagem, as próximas duas horas e meia serão completamente dentro do transatlântico. Quando digo que Cameron é medíocre em seus roteiros é bem simples explicar: o rapaz pobre se apaixona pela menina rica, um casal de famílias completamente diferentes se apaixonam, um homem faz de tudo para impedir o casal central da trama ser feliz, isso tudo já foi visto e revisto milhões de vezes, mas ele o faz aqui novamente, outro exemplo prático é seu último filme, “Avatar” (2009) que mistura Titanic com Pocahontas. Citar suas cenas antológicas é praticamente impossível, mas farei meu melhor:
10. Primeira cena em que vemos o navio e toda aquela gente parada no porto esperando para se despedir dos que vão ou os que estão com a passagem de ida rumo à estátua da liberdade;


09. A cena final em que Rose sonha com Jack jamais pode deixar de ser citada quando se fala da beleza desse filme;


08. Jack gritando “Eu sou o rei do mundo”, demonstrando toda sua paixão pela vida (aqui o diretor nos proporciona uma cena tão bem feita quanto a de Jack e Rose); 


07. Cal e seu acesso de fúria no café da manhã, não há nada de excepcional nessa cena no quesito atuação, é a beleza como Cameron escolheu a luz, o cenário e as posições que realmente a torna tão bela;


06. Rose e Jack em seu único momento de prazer carnal;


05. Rose, já muito velha, livra-se da jóia que ganhou de Cal e deixa todos com raiva até percebemos que o que ela fez era o mais digno a ser feito;


04. Rose livra Jack de sua mão e o vemos afundar lentamente nas águas gélidas do Oceano Atlântico enquanto ela pede por ajuda e é ali que se te a perfeição dos grandes romances inserida, ela nos faz pensar tanto na despedida louca de Scarlett e Rhett quanto na tragédia shakespiriana de Romeu e Julieta;


03. A sequência como um todo em que o navio se rompe e afunda lentamente enquanto todos tentam salvar suas vidas, aqui a realidade da cena é que nos impressiona e nos faz sentir tanto remorso. Os dois velhinhos abraçados na cama, a mãe contando histórias para os filhos dormirem, o homem que projetou todo o navio bem como o comandante deixando-se afogar, os músicos que não param de tocar um instante, Rose salvando Jack e cada barquinho se afastando e deixando o navio para trás;


02. Jack e Rose na proa, em uma cena dita como cafona, mas que todos sempre amaram assistir e imitar, levantam os braços, ao fundo ouvimos “My Heart Will Go On” e eles se beijam;


01.  Rose posando para Jack, usando o diamante, e somente ele, e é essa a melhor cena do filme, pois aqui é o único momento em que tudo é perfeito, original, belo e inigualável, até mesmo Winslet e DiCaprio estão mais do que excelentes.


Ao contrário do que seria o filme de Cameron de dez anos depois, aqui temos um elenco feliz e forte: Kathy Bates vive Molly Brown, uma mulher dita como “nova rica”, que, apesar de ter dinheiro, não nega suas origens, é destemida, forte e atrevida, mas também dona de uma excelente alma; Frances Ficher é a mãe de Rose, uma mulher que se preocupa apenas em ter sua nobreza e riqueza de volta, não importando a felicidade de ninguém; Billy Zane é o problema do filme, ele é um Cal raivoso e temperameltal, mas não convence nada e seu interpretação deixa muito a desejar; Victor Garber é o criador do navio, Thomas Andrews com tanta simplicidade e simpatia que nos faz querer estar com Rose para pedir para que ele se salve; Bernard Hill é o Capitão Edward James Smith, o homem que acabou levando toda a culpa pelo desastre; Leonardo DiCaprio, na época um menino ainda, nos mostra que é realmente injustiçado pelas crítica, sua atuação aqui é digna de uma indicação ao Oscar, mas nem isso ele teve; Winslet ao menos foi indicada, e não merecia nem mais nem menos, sua interpretação é linda e cheia de vida. Mas não é Bates, Zane, DiCaprio ou Winslet que interessam, é Stuart, Glória Stuart, uma dama da era de ouro de Hollywood faz seu último filme de sucesso aqui, não há outras palavras para definir sua interpretação além da perfeita.
É bom ver cinemas lotados, mas a falta de respeito parece reinar nos jovens de hoje em dia que não conseguiam calar a boca um instante, e bastava Jack beijar Rose para todos enlouquecerem, ou Rose ficar nua para gritarem como se não fosse simples o bastante procurar na internet uma mulher nua e olhá-la durante horas, mas mesmo assim vale a pena esse desgaste pelo filme maravilhoso que Titanic é, em 3D, ou de qualquer forma que seja. Indiscutivelmente o maior clássico popular da história da humanidade (quando digo popular o faço por existirem dezenas de filmes mais importantes que esse e, ao contrário do que se pensa, sua bilheteria não ter chegado nem perto da de "E o Vento Levou" [1939])  esse filme marcou seu tempo e as pessoas que tiveram a oportunidade de vê-lo no cinema, agora posso dizer: fui uma delas.



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330. RECÉM-FORMADA, de Vicky Jenson



Comédia sobre uma jovem a procura de emprego é enrolada, mas cumpre seu papel sendo engraçada.
Nota: 6,0



Título Original: Post Grad
Direção: Vicky Jenson
Elenco: Alexis Bledel, Zach Gilford, Michael Keaton, Jane Lynch, Bobby Coleman, Carol Burnett, Rodrigo Santoro
Produção: Jeffrey Clifford, Joe Medjuck e Ivan Reitman
Roteiro: Kelly Fremon
Ano: 2009
Duração: 88 min.
Gênero: Comédia
  
Ryden se formar e pretende arrumar o emprego dos sonhos e ter a vida perfeita. Mas tem tudo é como desejamos e ela é obrigada a voltar para a casa dos pais e conviver com a idéia de que vive em uma família estranha e que terá que lutar muito para ter o que deseja. Em meio a tudo isso ela se encanta com um vizinho e perceberá que amigos podem ser muito mais do que apenas bons companheiros para conversas simples e inocentes, e se tornarem ótimos para conversas cheias de vários sentidos.
Vicky Jenson é diretora, produtora, roteirista, trabalha em departamentos de arte, figurino, música e até já fez uma participação rápida em um filme. Foi ela a responsável pelas ótimas animações “Shrek” (2001), sobre o ogro que deve salvar uma princesa e “O Espanta Tubarões” (2004), sobre um peixe charlatão que finge matar tubarões para conquistar fama e fortuna, também roteirizou o excelente “A Fuga das Galinhas” (2000) sobre as galinhas que temem virar tortas e planejam fugir da fazenda onde vivem. Não sei quais são os motivos para a realização de um filme com qualidade tão inferior aos outros que já se envolveu. Não que o filme seja um lixo, ele é divertido e nos faz pensar um pouco sobre a vida, ainda para pessoas como eu que se encontram em uma etapa de vida parecida com a protagonista, mas o filme poderia ser melhor, seu enredo se torna fraco em certos momentos e ele seria o típico filme para jovens americanos se contasse sobre a época em que a garota passou na faculdade.


Alexis Bledel é Ryden Malby, a atriz supera aquelas péssimas que vemos nesses tais típiocs americanos, indentificar-se com ela será fácil para todos; Zach Gilford, que também não tem nada de relevante no currículo, é o amigo da protagonista Adam; Michael Keaton, um dos pontos bons do filme, vive o pai da moça; existem pessoas que nos cativam de forma inexplicável, Jane Lynch me desperta esse sentimento, aqui ela é típica mãe, com Burnett elas completam uma ótima dupla; a veterana comediante Carol Burnett dá vida a excêntrica avó de Ryden, sendo um dos pontos fortes do elenco ela foi indicada a mais de vinte Emmys e venceu seis deles, no Globo de Ouro foram quatorze indicações, levando seis para casa, e para completar foi consagrada oito vezes no prêmio do público americano.


O filme pode não chegar nem perto de ser um bom filme, mas é divertido e nos faz pensar um pouco sobre os planos, desejos e sonhos que temos em nossas vidas e como podemos saciá-los ou esquecê-los dependendo do que a vida nos proporciona. Já faz algum tempo que a sociedade teve de se acostumar com o fato de chegar entre os dezesseis e vinte e quatro anos e ser a hora de procurar emprego e começar a tomar um rumo descente na vida, e é isso que esse filme propõe: uma forma de ser feliz profissional e pessoalmente.

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